domingo, 28 de fevereiro de 2016

[Des]Construções.

"Quando se destrói uma ponte precisa-se aprender a nadar... Ou a voar." -em 'Jessica Jones', série da Netflix.


Quantas construções... E desconstruções temos em nossas vidas? Depois de muitos anos, muitos de nós mesmos terão passado em nossa História. Aquilo que gostamos ontem pode não ser o que gostamos hoje. O que concordamos e apoiamos hoje pode não ser algo para amanhã... O seu eu da semana passada já não é o mesmo que vai iniciar uma nova semana agora. Acredito que o que permanece é a essência... Mas que até certa fase esta também está em constante mutação, na constante construção de quem somos e de quem seremos no futuro. Como seremos lembrados? Durante esta semana um professor meu da faculdade fez uma interessante colocação sobre pontes, justamente essa "ponte figurativa" que pode ser explicitada, assim como a frase inicial por relações interpessoais... De fato, somos seres humanos e talvez, realmente fadados ao erro... Mas também ao acerto em alguns momentos. Com capacidades extremas se bem utilizadas e com um futuro que pode ser promissor, mas, depende realmente de nós. Segundo o meu professor, juntamente com a colocação de uma colega, nunca podemos desprezar uma "ponte", pois, nunca saberemos se vamos precisar atravessar o mesmo "rio" mais de uma vez... E muitas vezes, sem essa "ponte", aprender a "nadar" ou a "voar" não adianta de nada quando a questão envolve o ser dominante do outro lado... Aquele em que você precisa por algum motivo alcançar. Talvez seja justamente por isso que é importante, até demais, tomar muito cuidado com as relações e nossas próprias [des]construções.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Saudosismo... Ou Crise dos 20?

Há alguns dias ando vivendo com os pensamentos perdidos no passado... Não de uma forma ruim... Não daquele jeito que as pessoas fogem, querendo não se prender ao passado. Tenho me perdido no passado, mas, nas lembranças boas dele. Ocasiões da minha infância... Do quanto eu gostava de onde eu morava e das tardes em que eu passava com a minha avó, que cuidou de mim até eu começar a ir para a escolinha. Lembranças de quanto eu tinha entre 12 e 14 anos e era completamente alucinada por Crepúsculo e Harry Potter... Minha cabeça estava sempre em Forks... Ou em Hogwarts. Me deu saudades... Parando pra pensar, era tudo tão mais fácil! Analisando hoje os meus dramas daquela época, soam ainda mais bobos... Às vezes faz falta a minha falta (?) de tato com a Matemática e a minha birra com a professora dessa matéria. Era um problema tão pequeno (visto hoje), mas, que na época, me rendeu boas dores de cabeça e chororôs.  Me deu saudade inclusive do Inverno! Provavelmente é porque aqui em Curitiba quase não fez frio ano passado... Saudades de ficar de bobeira na casa dos meus avós nos dias frios... Deitada no sofá, vendo programas que eles curtiam e fazendo uma pausa para um café quentinho no final da tarde... E depois eu seguia para esperar minha mãe sair do trabalho e irmos para casa, e eu sempre usava um casacão de lã feito pela minha vó... E eu amava! Ainda pensando no frio, me deu saudades dos sábados em que eu podia ficar até mais tarde na cama... Curtindo trocentas mil cobertas, o frio e minha cabeça cheia de ideias e sonhos... Essa semana me peguei sentada no chão... Rodeada pelos vários álbuns de fotos que minha mãe sempre fez para mim. Revi tudo! Lembrei de tantas coisas... E deu ainda mais saudade. Continuo assim... Ainda revi as fotos do show do Nightwish e parece que senti de novo toda a emoção daquele 26 de setembro de 2015. Deixei escapar alguns gritos, inclusive... A empolgação da lembrança é imensa! A princípio estranhei... Sempre fui meio saudosa, porém, não como nos últimos dias. Muitas vezes era apenas lembrar de coisas ruins... Mas, desta vez, neste período, foi aquele saudosismo que enche o coração com calor e alegria pela lembrança. Me questionei várias vezes o porque disso agora... Não cheguei à conclusão nenhuma... Lembrei-me das várias vezes que comentei meu saudosismo e algumas pessoas falaram “Pare com isso! Quem vive de passado é Historiador!” e depois sorriam amarelo ao lembrar que estavam falando com uma projeto de Historiadora... Talvez faça parte da minha vida e das minhas escolhas essa paixão pelo passado... Ou talvez esse saudosismo seja a tão conhecida crise dos 20, que eu nunca dei atenção, mas que quando eu menos esperei, chegou para mim.